Quem já leu a Breve Segunda vida de Bree Tanner? Eu já e juro que queria mais. Para quem não sabe (coisa que eu acho muito dificil) esse livro é uma nova perspectiva do universo de Crepúsculo. Na voz de Bree Tanner, uma jovem vampira integrante do violento exército de recém-criados que assola a cidade de Seattle no terceiro volume da série, Eclipse, onde somos apresentados ao lado sombrio da saga.
É bem BREVE mesmo, porque o livro é bem fininho e super rápido de ler. Quando a gente termina da vontade de reler todos os outros livros dessa saga encantadora.
A introdução do livro é a própria Stephenie fazendo um relato de como veio a inspiração para escrevê-lo. Vejam:
Introdução
Não há dois escritores que abordem um tema da mesma maneira. Todos temos inspirações e motivações distintas, temos nossas razões para manter alguns personagens por perto, enquanto outros desaparecem num amontoado de arquivos abandonados. Pessoalmente, nunca entendi por que alguns dos meus personagens adquirem vida própria com tanta intensidade, mas sempre fico feliz quando isso acontece. Esses personagens são os que requerem menos esforço para serem escritos, e por isso suas histórias, normalmente, são as que vão adiante. Bree é uma dessas personagens, e é a razão principalpara esta história estar agora em suas mãos, e não perdida no labirinto de pastas esquecidas em meu computador. (As outras duas razões se chamam Diego e Fred.) Comecei a pensar em Bree quando estava editando Eclipse. Editando, não escrevendo – enquanto redigia o primeiro rascunho de Eclipse, tinha a visão limitada pela perspectiva em primeira pessoa; qualquer coisa que Bella não pudesse ouvir, sentir, provar ou tocar era irrelevante. Aquela história tratava unicamente a experiência dela. O passo seguinte no processo de edição era me afastar de Bella e ver como a história fluía. Minha editora, Rebecca Davis, teve grande papel nesse processo. Ela me fazia muitas perguntas sobre coisas que Bella não sabia, e sobre como poderíamos tornar mais claro alguns trechos específicos dessa história. Bree é a única recém-criada que Bella vê, por isso a perspectiva dela foi a que primeiro me atraiu quando passei a considerar o que estaria acontecendo por trás das cenas. Comecei a pensar sobre viver no porão com os recém-criados e sobre caçar no estilo tradicional dos vampiros. Imaginei o mundo como Bree o enxergava. E foi fácil fazer tudo isso. Desde o início Bree esteve muito clara como uma personagem, e alguns de seus amigos também ganharam vida sem nenhum esforço. É assim que normalmente acontece comigo: eu tento escrever uma breve sinopse do que está acontecendo em algum trecho da história e acabo criando um diálogo. Nesse caso, em vez da sinopse, eu me descobri narrando um dia na vida de Bree. Ao escrever sobre Bree, coloquei-me pela primeira vez no lugar de um narrador que era um vampiro “de verdade” – um caçador, um monstro. Tive de olhar para nós, humanos, através dos olhos dela, vermelhos: de repente éramos patéticos e fracos, presas fáceis, sem nenhuma importância além de ser um lanchinho saboroso. Senti como era estar sozinha entre inimigos, sempre alerta, sem ter certeza de nada, exceto de que sua vida está em perigo. Mergulhei em um tipo inteiramente diferente de vampiros: os recém criados. A vida do recém-criado era algo que eu ainda não havia explorado – nem mesmo quando Bella finalmente se tornou uma vampira. Bella jamais foi uma recém-criada como Bree. A experiência foi fascinante, sombria e, em última análise, trágica. Quanto mais eu me aproximava do fim inevitável, mais queria ter terminado Eclipse de um jeito um pouco diferente. Fico imaginando o que você sentirá por Bree. Ela é uma personagem muito pequena, aparentemente trivial em Eclipse. Vive apenas cinco minutos do ponto de vista de Bella. No entanto, sua história é muito importante para a compreensão do romance. Quando você leu a cena de Eclipse em que Bella fixava o olhar em Bree, analisando-a como um possível futuro, em algum momento pensou no que teria levado Bree até ali? Quando Bree encarou Bella e os Cullen, você pensou em como ela os via? Provavelmente não. E, mesmo que tenha pensado, aposto que não descobriu os segredos dela. Espero que acabe gostando de Bree tanto quanto eu, embora esse seja um desejo meio cruel. Você já sabe: a história não acaba bem para ela. Mas, pelo menos, você vai conhecer toda a trama. E vai ver que nenhum ponto de vista jamais será completamente óbvio.
Divirta-se.
E como ela mesma diz: Você já sabe: a história não acaba bem para ela. Eu fiquei apaixonada (também) por aquela récem-criada e eu realmente espero que no filme eles coloquem um pouco do lado histórico da Bree.
O filme tem estreia dia 30/06 e meu ingresso para o dia 04/07.










